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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Monstro

Ele era um homem violento.
Era o que lhe diziam.
Por isso se amordaçava, prendia a violência que tinha.
Mas ela escapava, deslizava pelos poros.
O fluido intenso tocava o ar e se inflamava.
Queimava o corpo, desatava as amarras: eis o monstro à solta.
Imenso, quente, poderoso... e ridículo como todos os homens.
O monstro não destruía casas, não arremessava montanhas, apenas existia.
Na verdade luzia, brilhava no fundo daquela alma. E mostrava ao homem o que ele não queria.
Por isso ele o escondia, o amordaçava, o prendia.
Era um homem violento, violentava o próprio monstro que o consumia...

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